Observação final

Na segunda-feira do dia 14 de maio de 2018, no período vespertino realizei a observação de duas aulas de inglês no Ensino Fundamental, a primeira aula observada foi em uma turma de 8º ano e a segunda em uma turma de 5º ano. De acordo com Oliveira (2015) ensina inglês para brasileiros é uma tarefa complexa, requer conhecimentos linguísticos, pedagógicos e didáticos. Fato que pude notar em minha primeira observação que a professora tem domínio, pois demostra ter planejamento de suas aulas, tem uma boa didática, além de não ter receio de fazer uso oral da língua Inglesa durante as aulas. A professora de inglês e formada em Letras com dupla Habilitação em Língua Portuguesa, Língua Inglesa e suas respectivas literaturas então além de ministrar as aulas de Inglês da escola ela ministra também as de Língua Portuguesa, passando assim mais tempo com os alunos, característica que pode ajudar no conhecimento que a professora demostrava ter de cada aluno dentro da sala, desde as brincadeiras até as famosas "enrolas". 

Com relação ao método de ensino, a professora pareceu utilizar com mais frequência o método da gramatica e da tradução, classificada por Leffa (1988) como Abordagem Gramatica-Tradução (AGT) “Basicamente a AGT consiste no ensino da segunda língua pela primeira. Toda a informação necessária para construir uma frase, entender um texto ou apreciar um autor é dada através de explicações na língua materna do aluno. Os três passos essenciais para a aprendizagem da língua são: (a) memorização prévia de uma lista de palavras, (b) conhecimento das regras necessárias para juntar essas palavras em frases e (c) exercícios de tradução e versão (tema). É uma abordagem dedutiva, partindo sempre da regra para o exemplo. ” (LEFFA, 1988, p. 04).

Nas poucas aulas que consegui observar, verifiquei que a professora passava o conteúdo utilizando a língua portuguesa para explicações e apenas em alguns momentos, como para escrever o conteúdo das atividades ou em pequenas falas durante as aulas ela usava a língua Inglesa. Sendo que, com relação as atividades, logo após passa-las ela trabalhava com a tradução, além de que em alguns momentos até mesmo nas próprias atividades se via presente a língua portuguesa, havendo sempre essa mistura das duas línguas.

Contudo, a professora não pareceu se acomodar nesse método, pois em uma das aulas observada, por mais que a professora ainda utilizasse esse método, ela tentava incentivar os alunos a não traduzirem palavra por palavra ao tentar ler um texto que foi passado em inglês, pelo contrário, ela os incentiva a entender o que o texto passava pelas palavras que eles já conheciam.

Durante minhas observações das aulas algo que me chamou muita atenção foi a falta da pratica oral por parte dos alunos, em nenhum momento a professora cobrou isso deles. Mas levo em consideração que foram poucas as aulas observadas, se eu tivesse mais tempo talvez pudesse ter visto outras aulas nas quais a professora cobrasse mais isso dos alunos. A seguir relato detalhadamente como foram as duas aulas observadas por mim.


Aula 1 - 8º Ano do Ensino Fundamental

A primeira aula observada teve início às 15:53, logo após o intervalo da escola, e teve a presença de 19 aluno. Os alunos estavam um pouco agitados, mas nada que a professora não conseguisse controlar, demostravam respeito por ela e não saiam da sala sem necessidade.
Na aula a professora estava trabalhando o gênero biografia para dar continuidade ao conteúdo simple past que ela havia dado início na aula anterior. Com a biografia ela iria trabalhar os verbos irregulares, já que regulares ela já havia trabalhado na aula anterior. Foi uma aula tranquila, a professora entregou uma pequena biografia do Michael Jackson, em inglês e impressa para os alunos e no quadro passou um questionário no qual eles teriam que responder de acordo com a biografia. Antes de passar o questionário a professora pediu para que os alunos identificassem os verbos regulares no simple past e em seguida mostrou os verbos irregulares e explicou o que eram estes. A professora a todo momento tentava fazer uso oral da língua alvo, sendo isso fundamental para estimular uma das habilidades da língua que é o Listen, para que fosse trabalhada uma melhor compreensão oral que de acordo com Oliveira (2015) não é uma habilidade passiva, mas sim receptiva, assim como a leitura que também foi trabalhada nessa aula.
Para que os alunos respondessem as atividades a professora levou alguns dicionários de inglês caso eles quisessem traduzir alguma palavra, mas ela deixava claro que eles poderiam usar o tradutor do celular, pois ela achava uma ferramenta bastante útil e que economizava bastante tempo, já que praticamente todos os alunos tinham um smartphone. É importante destacar que a todo momento enquanto os alunos tentavam responder a atividade a professora os auxiliava, sempre os incentivando a tentar entender o texto pelas palavras que eles conheciam, sem precisar traduzir palavra por palavra.

Aula 2 - 6º Ano do Ensino Fundamental

A segunda aula observada foi em uma turma de 6º ano e teve início ás 16:40, sendo essa a última aula do dia, alguns alunos estavam bastante agitados e querendo ir embora. Essa foi uma aula de revisão do conteúdo, pois na aula seguinte os alunos teriam provas.
Nessa aula a professora revisou o conteúdo rapidamente, eles estavam estudando os pronomes pessoaisdemonstrativos e horas exatas. Após repassar o conteúdo a professora escreveu uma série de exercícios no quadro para que os alunos respondessem. Alguns alunos demostravam falta de vontade de copiar o exercício do quadro, mas todos o fizeram, quando a professora estava olhando o caderno de todos o sinal tocou e a aula se encerrou. 




Referências Bibliográficas

LEFFA, Vilson J. Metodologia do ensino de línguas. In BOHN, H. I.; VANDRESEN, P. Tópicos em linguística aplicada: O ensino de línguas estrangeiras. Florianópolis: Ed. da UFSC, 1988. < http://www.leffa.pro.br/textos/trabalhos/Metodologia_ensino_linguas.pdf>.

OLIVEIRA, Luciano Amaral. Aula de inglês: do planejamento à avaliação. 1 ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2015.









Comentários